Eu amo o Elizeu só porque…
Só porque ele é o melhor namorado do mundo.
Só porque ele é o meu melhor amigo.
Só porque eu amo estar do seu ladinho.
Só porque ele é o melhor companheiro que uma Mulher poderia ter.
Só porque são lindos nossos momentos juntos.
Só porque eu adoro te mimar muito.
Só porque ele é carinhoso comigo.
Só porque as pessoas (menos a xandra) te adoram.
Só porque ela é única.
Só porque ri das minhas bobeiras.
Só porque me ama mesmo eu sendo uma chata insuportável.
Só porque sou ciumenta e as vezes digo que não.
Só porque nunca me deixou na mão.
Só porque evita machucar.
Só porque tudo o que vivemos é especial.
Só porque às vezes briga comigo.
Só porque sempre me compreende.
Só porque me faz feliz.
Só porque é a pessoa mais gentil do mundo comigo.
Só porque ama as coisas que eu faço.
Só porque sempre acredita em mim.
Só porque cuida de mim.
Só porque me acha linda.
Só porque gosta de fazer nada comigo.
Só porque ri de mim.
Só porque me acha perfeita mesmo não sendo.
Só porque me deixa deitar no seu colo.
Só porque faz carinho na minha cabeça.
Só porque adora meus carinhos.
Só porque adora minhas mãos.
Só porque entende que estou falida no momento.(rsrsr)
Só porque se preocupa comigo.
Só porque me ajuda com meus problemas.
Só porque me apóia.
Só porque é sincero.
Só porque me faz feliz.
Só porque combinamos em uma porção de coisas.
Só porque discordamos de outra porção de coisas, mas nem por isso nós brigamos.
Só porque eu adoro a família dele.
Só porque ele é uma gracinha.
Só porque passamos por um monte de coisas juntos.
Só porque nos conhecemos muito bem.
Só porque é cheiroso.
Só porque adora se cuidar.
Só porque se lembra de mim.
Só porque concorda com as minhas loucuras.
Só porque discorda das minhas loucuras também, me fazendo enxergar o melhor.
Só porque ele é meu neném.
Só porque ele é meu pequenininho.
Só porque ele é o Maximo.
Só porque sempre me diz que esta com saudades.
Só porque morro de saudades dele.
Só porque ele nunca desistiu de mim (mesmo tendo pensado).
Só porque ele jamais me esqueceu.
Só porque meus pais me fizeram para ele
Só porque os pais dele o fizeram pra mim.
Só porque ele muda as fotos do Orkut nos mostrando pra todos.
Só porque ele adora quando tomamos Milk shake no Bobs.
Só porque ele tem um cabelo longo, Que eu amo passar a mão.
Só porque o meu gato passou a gostar dele.
Só porque ele é um fofo.
Só porque ele ama se arrumar pra mim.
Só porque ele me ama.
Só porque ele ama as musicas que eu gosto.
Só porque amo quando ele sorri.
Só porque amo quando ele faz biquinho.
Só porque ele adora me abraçar, e adora quando eu o abraço.
Só porque ele adora quando eu me perfumo todo pra ele.
Só porque eu quero me casar com ele.
Só porque ele ama beijo roubado.
Só porque ele me quer do ladinho dele 24Horas por dia.
Só porque eu amo beijá-lo.
Só porque eu amo quando ele me beija.
Só porque eu amo quando ele beija meu corpo todo.
Só porque eu amo quando ele me deixa beijar seu pescoço.
Só porque ele é diferente e igual ao mesmo tempo todos os dias.
Só porque eu sou doida, mas ele não ta nem ai.
Só porque ele talvez brigue comigo por causa deste texto, mas mesmo assim vai gostar.
Só porque me perdoou pelos meus erros.
Só porque eu não quero perdê-lo nunca.
Só porque ele me entende.
Só porque ele deita do meu ladinho pra assistir filme e eu durmo.
Só porque ele encosta a cabeça no meu peito.
Só porque eu devo ter repetido um bocado de coisas aqui, mas ele não vai se importar.
Só porque se eu for falar tudo o que sinto por ele nunca vai acabar.
Só porque ele vai rir da maioria destas frases.
Só porque vou colocar isso tudo no meu Orkut pra todo mundo ver.
Só porque ele ama as poesias que eu faço pra ele.
Só porque eu não imagino minha vida sem ele mais.
Só porque minha vida ganhou um novo rumo com ele do meu lado.
Só porque ele tem me suportado por todo esse tempo e ainda quer suportar por muitos outros.
Só porque eu quero passar o resto da minha vida com ele.
Só porque para amar a gente não precisa de “porque’s”, mas encontra um punhado.
Só porque eu sei que ele não é perfeito, mas eu acho perfeito mesmo assim.
Só porque ele também sabe que eu não sou perfeita, mas não sai do meu ladinho.
Só porque eu sou louco por ele.
Só porque eu seria capaz de fazer loucuras por ele.
Só porque eu enfrentaria o mundo por ele.
Só porque Deus o trouxe pra mim e eu agradeço a Ele todos os dias.
Só porque vai me encher de beijinhos quando ler isso.
Só porque ele guarda tudo que eu dou pra ele.
Só porque ele adora as surpresas que faço pra ele.
Só porque ele me ama.
Só porque ele é quem ele é.
Só porque eu sou meia criançona, mas ele gosta de mim mesmo assim.
Só porque ele cuida de mim quando to “dodói”.
Só porque eu às vezes sou tímida, mas quando to com ele não (pelo menos nem um pouco hehehe).
Só porque ele adora fazer amor comigo.
Só porque ele quer me ver sempre lindona.
Só porque mesmo se eu não soubesse porque eu o amo eu continuaria lhe amando.
Amor.... tudo isso porque te amo!!!
Postagens populares
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Eu o amo por tudo...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Podemos julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Amo voce de todas as formas até as que Deus ainda nao inventou

Ele apereceu como diz uma musica:Voce apareceu do nada e mexeu demais comigo
. É foi assim meio do nada , mas se bem que eu já o via por ai ele é que nunca tinha me dado muita bola e em um belo dia 2 de março meu niver ela tava bem do meu ladinho nao pude perder a oportunidade de falar com ele (atitude sabia que se nao fosse assim nada teria acontecido) agora o que falar depois de 7 meses nossa mais que super apaixonada. As vezes paro pra pensar em como Deus age como é perfeita a maneira que ele costuma fazer as coisas tantas coisas tantas pessoas se passaram e eu me perguntava por que o amor nao costumava acontecer comigo nem a paixao era reciproca, mas sempre pensava que o paizao la em cima tava me guardando uma otima surpresa por que pra demorar e ser tão dificil assim a surpresa só podia ser das boas, e eu estava certa. O codinome dele Elizeu Menezes a pessoinha que tirou meu coracazinho do escuro cuidou e fez dele um coracao novo, um coracao que acredita de novo que confia que sonha tudo o que fazia antes de ser jogado as cobras... Por isso meu amor nesses 7 meses de namoro (apesar de parecer pouco voce sabe que pra gente ja é uma conquista enorme) quero te dizer que apesar das discurcoes bobas, da sua maneira irritada de ser, voce é uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço, voce me conquista com tudo com a criança manhosa que é quando quer carinho, com o adulto que é quando precisa me dar bronca quando faço algo errado, com tudo que vivemos e que estamos vivendo com seu sorriso com suas musicas pra mim dormir rsrs :P, com sua carinha de manha no porta da minha casa e acho que se eu for falar tudo que voce faz que me conquista nao paro hoje, enfim o que posso dizer é que EU AMO MUITO VOCE e que faz parte da minha vida e quero voce por muito tempo e que hoje voce é mais que essencial pra minha vida ser completa. TE AMO MOZAO VOCE É MEU PEQUINININHO (SÓ MEU).
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
despedida
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.
quinta-feira, 4 de março de 2010

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes do Woody Allen, do Hal Hartley e do Tarantino, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem namorado? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do Cupido do que por uma ficha limpa. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele adora o Planet Hemp, que você não suporta. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, mas você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, ele adora animais, ele escreve poemas. Por que você ama esse cara? Não pergunte pra mim. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou murchar, você levou-a para conhecer sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de MPB, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano-Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas só o seu amor consegue ser do jeito que ele é.
let me try again

Você viveu um grande amor que terminou meses atrás. Está só. Nada nesta mão, nada na outra. A sexta-feira vai terminando e, enquanto seus colegas de trabalho aquecem as turbinas para o fim-de-semana, você procura no jornal algum filme que ainda não tenha visto na tevê. Ao descobrir que vai passar Kramer vs. Kramer de novo, não resiste e cai em tentação: liga para o ex. Tentar outra vez o mesmo amor. Quem já não caiu nesta armadilha? Se ele também estiver sozinho, é sopa no mel. Os dois já se conhecem de trás para frente. Não precisam perguntar o signo: podem pular esta parte e ir direto ao que interessa. Sabem o prato preferido de cada um, se gostam de mar ou de montanha, enfim, está tudo como era antes, é só prorrogar a vigência do contrato. Tanto um como o outro sabem de cor o seu papel. Porém, apesar de toda boa intenção, nenhum dos dois consegue disfarçar o cheirinho de comida requentada que fica no ar. O motivo que levou à separação continua por ali, escondido atrás do sofá, e qualquer hora aparece para um drinque. O fim de um romance quase nunca tem a ver com os rompimentos de novela, onde a mocinha abre mão do amado porque alguém a está chantageando ou porque descobriu que ele é, na verdade, seu irmão gêmeo. No último capítulo tudo se esclarece e a paixão segue sem cicatrizes. Já rompimentos causados por incompatibilidades reais não são assim tão fáceis de serem contornados. Toda reconciliação é precedida por uma etapa onde o casal, cada um no seu canto, faz idealizações. As frases que não foram ditas começam a ser decoradas. As mancadas não serão repetidas. As discussões serão evitadas. Na nossa cabeça, tudo vai dar certo: o roteiro do romance foi reescrito e os defeitos foram retirados do script, ficando só as partes boas. Mas na hora de encenar, cadê o diretor? À sós no palco, constatamos que somos os mesmos de antigamente, em plena recaída. Se alguém termina um namoro ou casamento, passa um tempo sozinho e depois resolve voltar só por falta de opção, está procurando sarna para se coçar. Até existe a possibilidade de dar certo, mas a sensação é parecida com a de rever um filme. Numa segunda apreciação, pode-se descobrir coisas que não haviam sido notadas na primeira vez, já que não há tanta ansiedade. Mas também não há impactos, surpresas, revelações. Ficamos preparados tanto para as alegrias como para os sustos e, cá entre entre nós, isso não mantém o brilho do olho. Se já não há mais esperança para o relacionamento e tendo doído tanto a primeira separação, não há por que batalhar por uma sobrevida deste amor, correndo o risco de ganhar de brinde uma sobrevida para a dor também. É melhor aproveitar esta solidão indesejada para namorar um pouco a si mesmo e ir se preparando para o amor que vem. Evite a marcha a ré. Engate uma primeira nesse coração.
despedidas ((p/ minha))

Existem duas dores de amor:A primeira é quando a relação termina e a gente,seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,já que ainda estamos tão embrulhados na dorque não conseguimos ver luz no fim do túnel.A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,a dor de virar desimportante para o ser amado.Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.É que, sem se darem conta, não querem se desprender.Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância,mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo.
Tristeza permitida (Martha Medeiros)
Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como? Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra. Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra. A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas. “Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia. Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Apesar de...

... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.
Jornal

Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Ouça:

Respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma.Clarice Lispector
"Não sei perder minha vida"

Não sei qual a minha culpa mas, peço perdão.A luz do farol revelou-os tão rapidamente que não puderam ver.Peço perdão por não ser uma "estrela" ou o "mar"ou por não ser alegremas coisa que se dá.Peço perdão por não saber me dá nem a mim mesma,para me dar desse modo a minha vida se fosse precisomas, peço de novo perdãonão sei perder minha vida.
Assinar:
Postagens (Atom)
